A parte difícil não é o modelo, é achar o ponto certo

Comprar o carregador ou ceder o espaço são duas formas diferentes de capturar o mesmo resultado, e a decisão entre elas é financeira e relativamente rápida de tomar. O que exige trabalho de verdade é a etapa anterior: descobrir se aquele ponto específico tem fluxo, energia disponível e demanda para sustentar um carregador. Essa é a parte que consideramos o nosso métier na Burtet Engenharia.

Antes de qualquer proposta de modelo comercial, fazemos o diagnóstico de viabilidade do ponto: concorrência de pontos de recarga na região, frota elétrica local com dado oficial, potência elétrica disponível no imóvel e perfil de permanência do público. Só depois de confirmado que o ponto é viável é que compra própria e cessão de espaço entram na conversa.

Os dois modelos, lado a lado

Uma vez confirmada a viabilidade, a escolha entre os dois modelos depende do capital disponível e do apetite para assumir risco de operação, não do potencial do ponto em si.

Compra própria

Você investe no carregador (equipamento, projeto elétrico com ART e instalação) e opera diretamente, ficando com toda a receita da recarga.

  • Você entra com: o capital do equipamento e da instalação
  • Você fica com: 100% da receita de recarga
  • Faz sentido quando: você tem capital disponível e quer capturar o retorno completo

Cessão de espaço

Você disponibiliza a vaga e a conexão elétrica, e outra parte investe no carregador. Em troca, recebe uma contrapartida.

  • Você entra com: a vaga e a conexão elétrica do local
  • Você fica com: aluguel fixo, percentual do faturamento ou modelo híbrido
  • Faz sentido quando: o carregador é um serviço a mais no seu negócio, não o produto principal

Ponto aprovado tem prazo, não é para deixar na gaveta

Quando o diagnóstico aprova um ponto, a recomendação é instalar rápido. Dois efeitos jogam contra quem demora. O primeiro é a concorrência direta: se existe demanda de recarga suficiente para viabilizar o seu ponto, ela também é suficiente para viabilizar o de um concorrente na mesma rota ou bairro, e quem instala primeiro tende a capturar o hábito do motorista.

O segundo é o efeito de descoberta: o carregador só começa a gerar receita relevante depois que aparece nos aplicativos de recarga e entra na rotina de quem passa pela região com frequência, e esse processo leva tempo para amadurecer. Atrasar a instalação de um ponto já aprovado não reduz o risco, ele só adia o resultado e dá tempo para outro ponto virar a referência da região antes do seu.

E se o investimento não fizer sentido para você?

Nem todo ponto viável combina com o perfil de quem é dono dele. Às vezes o diagnóstico confirma que o local tem tudo para funcionar, mas o proprietário não quer, ou não pode, imobilizar capital num carregador.

Para esses casos, estamos estruturando uma forma de conectar o ponto aprovado a um investidor disposto a entrar com o capital, operando sob um modelo de cessão de espaço com o dono do ponto. É um modelo ainda em desenvolvimento na Burtet Engenharia. Se você tem capital e está procurando pontos com viabilidade comprovada para investir, pode deixar contato na página de avaliação para ser avisado quando estiver disponível.

Quero investir em pontos aprovados

O meio-termo: ceder agora, comprar o carregador depois

Existe também um caminho intermediário, para quem tem interesse em operar o carregador no futuro, mas não quer travar capital agora. É possível ceder o espaço num primeiro momento, receber a contrapartida normal do modelo de cessão, e negociar dentro do próprio contrato uma cláusula de compra do carregador, com prazo e valor definidos, para o caso de você decidir assumir a operação mais adiante.

Essa cláusula é negociada caso a caso, dentro do diagnóstico, e depende do acordo de quem instala o equipamento no primeiro momento. Vale a conversa se você já sente hoje que pode querer o carregador só seu, mas prefere validar o ponto antes de comprometer capital.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre compra própria e cessão de espaço?

Na compra própria, você investe no carregador (equipamento, projeto elétrico com ART e instalação) e opera diretamente, ficando com toda a receita da recarga. Na cessão de espaço, outra parte investe no carregador e você disponibiliza a vaga e a conexão elétrica, recebendo uma contrapartida: aluguel fixo, percentual do faturamento ou modelo híbrido. Os dois modelos só entram em discussão depois que o ponto passa pelo diagnóstico de viabilidade.

Como saber se compensa comprar o meu próprio carregador?

Depende do capital disponível, do apetite para assumir o risco de operação e de quanto o carregador vai gerar de receita no seu caso específico. O diagnóstico de viabilidade projeta o retorno esperado nos dois modelos antes de qualquer decisão, para que a escolha seja baseada em número, não em preferência.

O que acontece se o ponto for viável, mas eu não quiser investir?

Estamos estruturando uma forma de conectar pontos já aprovados no diagnóstico a investidores dispostos a entrar com o capital, operando sob um modelo de cessão de espaço com o dono do ponto. É um modelo ainda em desenvolvimento na Burtet Engenharia. Quem tem capital e procura pontos com viabilidade comprovada pode deixar contato na página de avaliação para ser avisado quando estiver disponível.

É possível ceder o espaço agora e comprar o carregador mais tarde?

Sim. É possível negociar, dentro do próprio contrato de cessão, uma cláusula de compra do carregador, com prazo e valor definidos, para o caso de você decidir assumir a operação mais adiante. Essa cláusula é negociada caso a caso, dentro do diagnóstico, e depende do acordo de quem instala o equipamento no primeiro momento.

Por que a instalação vira urgente depois que o ponto é aprovado?

Por dois motivos. Primeiro, se a demanda de recarga é suficiente para viabilizar o seu ponto, ela também viabiliza o de um concorrente na mesma região, e quem instala primeiro tende a capturar o hábito do motorista. Segundo, o carregador só passa a gerar receita relevante depois que aparece nos aplicativos de recarga e entra na rotina de quem passa pela região com frequência, e esse processo de descoberta leva tempo. Atrasar a instalação de um ponto já aprovado não reduz o risco, só adia o resultado.

O que a Burtet Engenharia faz nesse processo?

Fazemos o diagnóstico de viabilidade do ponto antes de qualquer proposta comercial (concorrência local, frota elétrica da região, potência elétrica disponível e perfil de permanência do público), o projeto elétrico com ART e o acompanhamento da instalação. A escolha entre compra própria e cessão de espaço, e a eventual conexão com um investidor, acontece depois de confirmada a viabilidade.

Escrito por

Leonardo Alan Burtet

Engenheiro eletricista, CREA-PR 186348/D

Formado pela UTFPR. Projetos elétricos para infraestrutura de carregamento veicular, geração fotovoltaica e BESS em todo o Brasil. LinkedIn →